sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Review: Final Fantasy XIII

Depois de quase três meses de espera, a nova obra prima de Square Enix finalmente chega ao ocidente com toda sua beleza e esplendor de quase três anos de seus desenvolvedores.

O jogo foi lançado em Dezembro de 2009 no Japão, e só depois de três meses (em Março de 2010) ele veio para o ocidente. Essa demora ocorreu, devido ao trabalho de tradução e a recolocação do áudio, que partiu do japonês para o inglês. Esse é considerado um dos projetos mais caros do mundo dos games e com cenas cinematográficas que se assemelham a grandes filmes de Hollywood.

Enredo

Um dos pontos fortes do jogo é o enredo. Esse é um dos enredos mais bem bolados pela equipe da Square, podendo chegar a bater de frente com o de Final Fantasy VII e The Lengend of Zelda: Ocarina of Time – outros jogos que a Famitsu deu nota 40/40.

O enredo se passa em um planeta chamado Pulse, criado pela divindade Fal’cies. Esse mundo possui um reino flutuante chamada Coccon que é habitado por humanos. No reino de Coccon, o governo considera qualquer coisa relacionado a Pulse ou Fal’cies uma grande ameaça, e sempre elimina tudo referente a isso. Esses deuses chamados Fal’cies podem transformar qualquer humano em I’cies (uma espécie de escravo), que é obrigado a cumprir uma missão (Focus). Quando esse Focus é completado o I’cie se transforma em um cristal, caso falhe, o mesmo é tranformado em um monstro.

A história começa quando o governo de Cocoon (Sanctum) desconfia de uma invasão I’cie, então ela ordena que os moradores de uma determinada área sejam exilados, mas nem todos estão querendo deixar suas antigas vidas. Lightning, Snow, Vanille, Hope e Sazh estão entre os que formaram uma resistência para impedir que o governo exile as pessoas injustamente. Após um encontro com um Fal’cie, esses personagens acabam se tornando I’cies e são obrigados a transformarem-se em fugitivos; e como diz a lenda, caso eles não cumpram seu Focus, serão transformados em monstros. O pior de tudo, é que nenhum deles sabe exatamente qual é seu Focus.

Sem duvida nenhuma, ninguém discorda que um dos pontos mais fortes desse jogo são os gráficos. Com cenários extremamente detalhados e personagens mais ainda, a Square conseguiu fazer um dos jogos com melhor qualidade gráfica dessa geração até o presente momento. Podemos dizer que seu potencial gráfico se assemelha muito ao de Uncharted 2 ou God of War 3 (se não for igual ou melhor). Conforme você vai avançando no jogo, as paisagens te convidam a “admirá-la”. Mesmo que grande parte do jogo seja bastante linear, você não vai conseguir passar por algumas área sem parar pelo menos 1 ou 2 minutos, para se deslumbrar pela beleza do cenário e os personagens várias e várias vezes. O jogo possui uma queda de frame sim, mas nada que atrapalhe e isso ocorre somente quando você esta bem avançado no jogo em algumas áreas abertas.

Com uma trilha sonora muito bem composta, ela faz jus ao cenário. Como sempre, a Square continua a fazer belíssimas músicas que envolvem o jogador ainda mais com a história e o cenário.

Cadê o áudio original?

Uma das coisas que deixam os fãs ocidentais da franquia mais chatead so (e alguns até irritados), é o fato da Square ter retirado o áudio original (japonês) da versão final do jogo.

Isso mesmo, nas versões européia, americana e as mais novas da região da asiática (excluindo Japão), só é possível obter o jogo totalmente em inglês. Mas mesmo assim, isso não chega a ser um problema, porque o trabalho dos dubladores americanos ficou realmente fantástico, não deixando de desejar em ponto algum.

A música muda também?

Sim, o mesmo que acontece referente ao áudio, acontece com algumas músicas. Na versão oriental é uma, na ocidental outra. Mesmo com essa mudança, isso não influencia em nada. Em alguns pontos, a música americana ficou melhor que a original. Lembrem que apenas algumas músicas cantadas são trocadas, o resto da trilha sonora é a mesma.

Diferentemente dos outro jogos da série Final Fantasy, nesse os personagens não possuem níveis de evolução, apenas atributos que podem ser melhorados através de Crystal points que são obtidos ao derrotar um inimigo. Mais uma coisa que diferencia FFXIII dos outros games da série, é que você controla apenas um personagem, os outros usam ataques pré definidos pelos “Paradigmas”. As técnicas e habilidades podem ser adquiridas no mesmo menu no qual você faz o UPGRADE de seus atributos.

Arma evolui?

Em Final Fantasy XIII, quem possui um sistema de levels são as armas dos personagens. Você consegue fazer o UPGRADES delas através de itens que são conseguidos pelo SHOP ou por inimigos derrotados. Um coisa muito interessante é que você pode desfazer os UPGRADES feitos em qualquer item, fazendo assim, com que você recupere o que foi usado. Além de poder “desmontar” o item bruto, para que você consiga outros.

Como eu ataco?

Na tela de jogo existe uma barra azul chamada ATB. Ela é um sistema de tempo, que determina o tempo para um ataque ser efetuado. Ela possui algumas divisões que variam de 2 até 6, dependendo de sua evolução de jogo. Cada ataque possui um custo de ATB diferente, por exemplo, um ataque físico normal, consome um slot, enquanto um FIRA consome dois.

TP?

Existe também uma outra Barra, chamada de TP, ela possui 5 slots. Ela funciona semelhante a ATB. Porem, ela é preenchida conforme seus personagens vão atacando. Ela é usada para usar habilidades especificas (e mais poderosas, indo de golpes físicos até invocações). Assim como os golpes usados pela ATB, as habilidades que usam TP, possuem um custo de slots mínimos para ser efetuado.

Por quê o inimigo esta brilhando? E por quê meus golpes estão machucando mais?

Existe uma terceira barra, que se refere ao inimigo. Uma barra laranja chamada “Break”. Conforme você vai atacando o inimigo, essa barra vai sendo preenchida. Quando ela estiver completa, o inimigo entra em um modo chamado BREAK. Nesse modo, seus ataques podem ser duplicados, causando mais danos e mais pontos que podem ser conseguidos ao final da batalha. Caso você pare de atacar, essa barra vai diminuindo, até voltar ao seu estado inicial, ou seja, vazia.

Apesar do jogo ser bastante linear em suas primeiras 20 horas, o jogador consegue se envolver com o enredo que é muito bem escrito. Durante a jogatina, é apresentado diversos flash que mostram o que aconteceu antes que o grupo se reunisse, isso acaba instigando o jogador a avançar e ver o que vai acontecer. Uma das coisas mais emocionantes do jogo, é sobre um personagem chamado Hope, que após algumas horas de jogo, é possível notar uma evolução brutal em suas atitudes e personalidade.

Apesar de não ser um RPG convencional, todos aqueles que gostam do gênero ou curtam uma boa história devem jogá-lo, pois vale muito a pena. O fato de não ser um RPG normal, ajuda àqueles que não têm afinidade com o gênero a entender o sistema de jogo rapidamente; além do mais, existe uma opção que permite que o sistema escolha o golpe mais apropriado para o momento e faz com que o personagem aplique-o sem muita interação com o jogador.

Final Fantasy XIII é uma obra prima criado pela Square, que mostra todo seu poder no gênero de RPGs. Com cenários e personagens muito bem feitos, sistema de jogo inovador e uma trilha sonora arrasadora, provavelmente vai demorar para aparecer outro jogo do gênero que consiga batê-lo.

Esse é o típico jogo que você compra, joga e guarda para sempre, assim como God of War 3, Uncharted 1 e 2, entre outros. Volto a repetir, vale muito a pena jogar, tanto faz se você é ou não conhecedor da franquia, esse é um excelente jogo.

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