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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Marvel vs Capcom 3 - Personagens de fora

Marvel vs Capcom 3: Fate of the Two Worlds será o próximo jogo de luta da Capcom, que irá juntar o maior roster de personagens dos dois mundos. Desde o anuncio oficial de Marvel vs Capcom 3: Fate of the Two Worlds que a Capcom tem anunciado, intercaladamente, as novas personagens que farão parte do jogo.

Até ao momento, a Capcom já confirmou 26 personagens que irão marcar presença em Marvel vs Capcom 3: Fate of the Two Worlds. No entanto, à medida que foram sendo feitas entrevistas aos responsaveis pelo jogo, várias foram as confirmações que os mesmo fizeram, ou seja, ao longo do tempo têm sido reveladas personagens ou séries que não irão fazer parte de Marvel vs Capcom 3: Fate of the Two Worlds.

Como tal, alguns membros da comunidade do site Eventhubs compilaram essas personagens e séries que não irão marcar presença no jogo, numa lista.

Personagens que não irão entrar em Marvel vs Capcom 3: Fate of the Two Worlds:

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Amingo

Demitri

Gene

Gill

Megaman x

Nemesis

Nero

Phoenix Wright

Ruby Heart

Tyrant

Vergil

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Blade

Daredevil

Dr. Strange

Emma Frost

Fantastic Four

Gambit

Ghost Rider

Kingpin

Mojo

Punisher

Silver Surfer

Franchises que não irão marcar presença:

- Breath of Fire
- Darkstalkers (Para além da Felicia e Morrigan)
- Monster Hunter
- Sengoku BASARA

Esta lista significa que ainda poderemos ter muitas surpresas em Marvel vs Capcom 3: Fate of the Two Worlds, até porque ainda existe um longo caminho até Março/Abril de 2011 e tendo em conta que os dois universos são bastante vastos, só podemos esperar coisas boas dos dois lados.

A Capcom fez questão de revelar que até ao lançamento do Marvel vs Capcom 3: Fate of the Two Worlds serão reveladas, todos os meses, pelo menos duas novas personagens. Ryota Niitsuma, produtor de Marvel vs Capcom 3: Fate of the Two Worlds fez questão de frisar que não irão haver personagens originais, ou seja, criadas especialmente para o jogo.

Mais informações assim que estiverem disponíveis

Marvel vs Capcom 3: Fate of the Two Worlds tem lançamento previsto para a primavera de 2011 na PS3 e Xbox 360.

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domingo, 5 de setembro de 2010

Review : Sacred 2 Fallen Angel

O desafio começa na instalação

Há certos jogos que você instala e pronto – é só jogar. Porém, há outros que o desafio já começa na instalação. É o caso de Sacred 2: Fallen Angel, RPG criado pela Ascaron e lançado internacionalmente no final do ano passado, mas que chegou só no meio deste ano ao Brasil pela Tech Dealer. A reclamação não é contra os 2 DVDs de instalação, coisa que está ficando comum nos jogos atuais que cada vez demandam mais espaço de HD (este game ocupa cerca de 25 GB). O problema diz respeito às correções que foram lançadas para diminuir os bugs do jogo. Afinal, qualquer um com o mínimo de juízo, antes de iniciar uma campanha em um jogo de RPG, procura por correções importantes, pois, corre o risco de perder os “saves” ou qualquer outro problema que o obrigue a começar do zero.

Pois bem, a versão original que chega na embalagem do jogo é a 2.11.2. Porém, para a nossa surpresa ao procurar correções na internet, descobrimos que o primeiro patch a ser instalado tinha mais de 600 MB. O segundo 250 MB, o terceiro 200 MB e o quarto 48 MB. Somando tudo, tivemos de baixar e instalar mais de 1GB de correções! Seria este um prenúncio de um jogo mal finalizado? Ou uma maneira de adicionar mais conteúdo? Provavelmente as duas coisas. Acompanhando os relatórios de patches, foram feitas várias mudanças importantes no game, como por exemplo, acrescentados 8 novos portais para facilitar a viagem. Por outro lado os desenvolvedores colocaram junto nos pacotes das correções diversos novos itens, portanto o update funciona também como uma espécie de expansão gratuita. Nossa review considera as versões de patch mais recentes para Sacred 2, e aconselha você a fazer o mesmo, caso se aventure a jogar.

“A primeira impressão é a que fica”

Diferente de alguns jogos clássicos de RPG, onde você constrói o seu personagem do zero, podendo mexer inclusive no físico e rosto, em Fallen Angel já existem personagens pré-definidos que podem apenas ser escolhidos para depois serem personalizados. Seraphin, Elfa Suprema, Dryad, Guardião do Templo, Guerreiro das Sombras, e Inquisidor são os que podem ser escolhidos, sendo que entre os mais estranhos estão a Seraphin, uma espécie de modelo com saltos altos, e o Guardião do Templo, um robô com cabeça de cachorro. Não há muito carisma nos personagens pelo menos nesse momento inicial. Em seguida, escolhe-se a divindade e opta-se por uma das duas campanhas: Luz ou Sombras.

Sacred 2 é um discípulo da série Diablo, onde é necessário explorar o cenário, enfrentar inimigos, pegar itens e resolver missões – prepare-se para usar muito o mouse. Ao iniciar o game, a primeira sensação que temos é a de confusão. É difícil saber de início o que se deve fazer exatamente. Tão logo que o jogador comece a explorar o cenário, é confrontado com os principais defeitos do jogo.

O primeiro é o próprio mapa, que é enorme e vasto, com cerca de 35 km²; possuí ícones que deveriam informar, porém apenas confundem por ficarem na maior parte do tempo sobrepostos. Apesar de a interface tentar deixar o jogo mais informativo nesse sentido, na prática a navegação é horrível e nada intuitiva, pois quase sempre o jogador pega o caminho contrário que desejaria.

Sendo assim, para ir ao local desejado, o jogador deverá consultar o mapa constantemente – e aí temos outros dois problemas. Primeiro, o cenário é infestado por oponentes e o jogador ao que parece é o “inimigo público número 1”, pois a cada 10 metros andados, uma horda de adversários o ataca, ignorando muitas vezes uns aos outros só para matarem o herói. Às vezes é melhor sair correndo com um bando atrás do que parar para tentar matar todo mundo e arriscar morrer longe de um portal, perdendo assim o avanço no mapa. E é justamente aí que entra o segundo problema, pois ao consultar o mapa, o jogo não é “pausado”. Nem mesmo se o jogador apertar “ESC” para configurar teclas ou qualquer outra coisa, podendo assim ser morto sem perceber, porque isso não pausa o jogo como era de se esperar, a não ser de fato que seja usada a tecla “Pause Break”.

Some isso a um controle péssimo e não intuitivo e uma câmera que não ajuda em nada (falaremos mais daqui a pouco sobre ela) e você tem a receita para uma jogabilidade repetitiva, irritante e pobre.

Quantidade nem sempre é qualidade

A história principal do jogo, pelo menos no manual é claramente compreensível. Funciona como um prequel do primeiro game e o cenário dos acontecimentos é a fictícia Ancaria, um lugar onde convivem elfos, humanos, entre outras criaturas típicas de RPG. Mas logo a paz de Ancaria é ameaçada pela guerra na disputa do domínio pela Energia-T, fonte misteriosa de poder que sai como água do chão e cria mutações e monstros por todos os lados. A história faz um interessante paralelo com o petróleo no nosso tempo e as estúpidas guerras motivadas pelo domínio deste combustível fóssil.

Porém, é só começar a jogar que fica difícil acompanhar para onde o roteiro está indo. O motivo é simples: Sacred 2 traz uma quantidade absurda de missões e sub-missões, o que para um RPG é ótimo, mas que na prática neste game, acabam por se perder no vasto cenário que é difícil de navegar e que geralmente tira o jogador de foco por ter muitos inimigos. Isso é especialmente irritante quando se tem que andar muito entre um ponto e outro do mapa para realizar uma missão, pois tira a fluidez do jogo.

Quanto ao conteúdo das missões, não é lá muito interessante ou marcante. Para piorar, algumas delas não são muito claras, outras aparecem do nada, ou mesmo falham do nada também, o que torna tudo muito tedioso para jogadores mais exigentes.

Por outro lado, apesar de tantos problemas, o acerto principal do jogo é a construção dos personagens. Para aqueles jogadores que se dedicarem, há inúmeras possibilidades criativas de formar um personagem poderoso, tanto fazendo uso dos milhares de itens achados no jogo ou mesmo usando os recursos da interface, como as runas e os combos. As primeiras adicionam artes de combate que podem ser personalizadas e dão bônus para itens. Já os combos são ações determinadas que o jogador pode construir para o personagem em combate. A interface contém diversos slots para o jogador personalizar os vários aspectos com itens e bônus, além de um sistema bem intrincado de desenvolvimento de habilidades.

Ambientação é o ponto forte

Os gráficos de S2FA são datados e não fazem frente aos jogos mais modernos, como outros mais recentes, além de apresentar alguns inimigos reciclados e repetitivos. Já o ambiente é bastante detalhado, variado (desertos, floretas entre outros) com cores vivas, mas com apenas alguns momentos de real inspiração que podem surpreender.

Mesmo que a ambientação seja boa, o que infelizmente estraga tudo é a câmera do jogo que, seja com o ângulo de cima como de perto, não permite que o jogador veja o horizonte. Isso com um cenário infestado de inimigos faz com que o jogador deixe tudo de longe para conseguir ver um pouco mais. Depois de alguns momentos de jogo, isso pode causar tontura, o que mostra a péssima decisão dos desenvolvedores em não dar total liberdade à câmera – ou seria uma óbvia limitação da engine gráfica? O fato é que não se consegue acertar um ponto confortável da câmera para jogar.

O som por sua vez segue a linha “genérica”, com algumas músicas ao fundo, mas nada marcante. A dublagem tem momentos bons e ruins, acertos e desacertos em vozes inadequadas a alguns personagens.

Longevidade e considerações finais

O jogo traz boas opções de multiplayer, como a “hot-swapping”, que permite que o jogador troque a campanha single-player pela multiplayer, sincronizando os itens e a história.

Pode também ser jogado pela LAN ou internet e há vários modos de jogo, que podemos citar, por exemplo, o PvE (Players VS Environment – jogadores contra ambiente) com possibilidade de disputar com até 5 jogadores no modo campanha, Free Game – PvE e PVP (Player VS Player – jogadores contra jogadores) – com até 16 jogadores livres para explorar o mapa sem participar da campanha. Há ainda um modo cooperativo que permite ao jogador participar do modo campanha que outro jogador convidar, sendo que só é salvo para quem criou o jogo. Além disso, é possível trocar itens com outros jogadores, uma boa forma de valorizar e obter itens desejados. Isso, somado às duas campanhas e variedade de personagens, garante diversas horas de jogatina a quem se dedicar até as profundezas de Sacred 2. Mas a questão é: quantos de fato se dedicarão? Quantos se frustrarão?

Quando fui designado para fazer a review de Sacred 2: Fallen Angel fiquei animado. Não tinha jogado o primeiro, mas quando vi as informações na capa e manual fiquei impressionado. Ledo engano. É aquele tipo de jogo com boas idéias, números impressionantes, complexidade alta, mas que falha justamente ao colocar tudo isso em prática. Só aos jogadores que realmente gostam do gênero e tiverem paciência para superar a barreira inicial, que por incrível que pareça, começa antes mesmo de jogar, devido aos enormes patchs.

Apesar de ser um jogo repleto de conteúdo, a maneira como foi desenvolvido faz o jogador se sentir num lugar vazio, sendo que aqui o “tesouro escondido” só achará aquele jogador paciencioso e fã hardcore de qualquer tipo de RPG. Diversão só para os pacientes.

  • Gráficos:

    Nota
  • Jogabilidade:

    Nota
  • Diversão:

    Nota
  • Som:

    Nota
  • IA:

    Nota

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Review de Battlefield Bad Company

Bom hoje farei uma Review de Battlefield Bad Company, bom zerei o jogo ontem dia 01 de setembro de 2010.

Bom no começo não gostei muito do jogo mais depois de ter passado umas 2 ou 3 fazes comecei a gostar do game, bem o jogo tem muito destruição os cenários destroem quase tudo sobram somente as estruturas dos predios e algumas vigas metalicas, os jipes e tanques de guerra também se destroem bastante, uma grande caracteristica que tem em battlefield é a possibilidade de pilotar jipes, tanques de guerra, aviões, helicopteros, caminhões do exercito e lanchas em Bad Company tem como andar com os veiculos blindados que existem em exercitos e guerras, eu zerei o jogo em apenas cinco dias que é muito pouco tempo. eu zerei o jogo no PS3, eu peguei o jogo emprestado de um amigo meu agora so falta zerar o Bad Company 2, agora voltando ao Bad Company 1, o a saga de battlefield voltou com Bad Company que veio com graficos melhorados um bom nivel de realismo, com muito destruição principalmente os cenários que estavam quebrando tudo achei muito legal isso porque cada vez os games estão trazendo mais realismo eu não sei certo mais acho que o jogo tem 11 fazes mais elas são um pouco demoradas mais são bem pensadas e o jogador deve se esforçar bastante para vence-las pois tem lugares dificeis de passar porque tem que destruir tanques de guerra helicopteros e outros veiculos de guerra, a unica coisa que eu não gostei muito foi o pouco tempo de jogo mais o resto está otimo.

Confira algumas imagens em nossa galeria.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Review : Assasin's Creed 2

A volta por cima

“O melhor do ano!” - não se trata apenas de uma opinião pessoal, mas sim uma quase unanimidade de acordo com outras pessoas que conversamos sobre Assassin’s Creed 2. Bem, mesmo os que não consideram como “O” melhor jogo do ano, no mínimo o colocam certamente entre os primeiros no ranking de 2009. E olha que não estamos falando de um ano fraco, tendo somente na mesma semana deste lançamento outros títulos de peso como Call of Duty: Modern Warfare 2, Left 4 Dead 2 e New Super Mario Wii.

A verdade é que, depois de muitas promessas e desilusões no primeiro Assassin’s Creed, a Ubisoft soube reconhecer seus problemas e encarar esta continuação quase como um pagamento da dívida aos fãs por tudo aquilo que ficou faltando no game anterior. E a boa notícia é que desta vez funcionou...

Abaixo, contamos os principais pontos desta grande surpresa de final de 2009, destacando os principais pontos que fizeram deste game candidato a um dos melhores do ano!

Ezio, Ezio Auditore di Firenze

O game começa já de um modo bem legal (e para aqueles que perderam, vale a pena antes de jogar assistir o filme Assassin's Creed: Lineage feito com atores reais que conta um prefácio sobre a história do game). Em meio à fuga de Desmond Miles do laboratório onde “lêem” as memórias dos antepassados das pessoas, em outra “vida” encontra-se Ezio Auditore di Firenze, um italiano que é líder de uma gangue de marginais de uma pequena vila. E o personagem que você controla neste game é justamente o invocado, mas ainda assim educado, rapaz. Daí você pergunta: onde está Altair? A conexão com Altair é que ele também é um ancestral de Desmond Miles, o barman que é capturado para realizar testes científicos e de onde sai todas as “lembranças” de ambos os games.

E começando o game, você já percebe diferenças brutais, que são melhorias do primeiro game. Para começar, não existe mais aquele tutorial mega-chato do original. Você aprende os golpes e todo o controle do game aos poucos, durante a própria aventura. Além disso, o game conta com novos movimentos, formas de matar, arsenal de armas e cidades muito mais belas e completas. O game também está menos linear. Agora, você pode fazer diversos tipos de missões durante o game. Diversificadas entre procurar páginas do Codex para melhorar sua vida ou conseguir armas novas, até aceitar contratos de assassinos ou dar uma de carteiro. Claro, o jogo não ficou tão perfeito assim, já que até essas missões podem irritar um pouco os mais exigentes. Mas, com certeza elas podem ser dribladas e você pode seguir apenas a história central do game.

E o sistema funciona também como se fosse um GTA na Itália antiga. A cada missão sucedida, você ganha um valor em dinheiro, que no caso são chamados de “florins”, moeda da época da Renascença em que se passa o jogo (entre os anos de 1476 e 1503).

Construa sua fama, destrua seus inimigos

Em Assassin’s Creed 2, o enredo gira em torno da rivalidade entre famílias nobres e a de Ezio. Assim, seu pai e irmão acabam sendo assassinados nas mãos de outras famílias. O protagonista então procura sua vingança e se torna mais um membro da turma de assassinos, por orientação de seu próprio pai, que desempenhava essa tarefa antes, sem que ninguém de sua família soubesse.

Portanto, você encontra amigos e inimigos dentro do game. Isso conta para o seu tio Mario, grupos de ladrões como amigos e diversos nobres e famílias rivais como inimigos. Além disso, ao ingressar na cidade de tio Mario, é possível ajudar a vila a se desenvolver - uma parte bem interessante que foi implementada no game. Utilizando o dinheiro ganho, você aplica em melhorias na cidade e traz mais pessoas para morar lá, melhorando assim o valor da vila. Além disso, ao melhorar as lojas da cidade, você ganha porcentagens em dinheiro a cada 20 minutos de jogo.

Agora, é possível também comprar além de armaduras, armas, suprimentos médicos e veneno, obras de arte e roupas. Isso significa que o jogo está bem mais aberto e completo do que o anterior. Isso porque você ainda tem uma descrição de quase todas as localidades da Itália antiga, numa espécie de enciclopédia que o game traz. Isso sem falar das participações de personagens importantes da história, como o Leonardo da Vinci. Este, que se mostra um rapaz interessado em tudo, além de muito simpático. Ele faz um papel crucial na história de Ezio e se mostra uma peça importantíssima no decorrer do jogo.

Enfim, por que o melhor jogo?

Assassin’s Creed 2 é o melhor do ano, em minha opinião, porque ofereceu horas e horas de jogo ininterruptas com pura diversão. Situação realmente rara entre a concorrência se levarmos em conta todos os quesitos, sendo imensamente superior se comparado com o primeiro game da série. A equipe da Ubisoft conseguiu melhorar o jogo como um todo. A movimentação dos personagens, combates, história e complexidade estão totalmente renovadas. E o mais impressionante foi o curto tempo em que o segundo game da série foi lançado em relação ao primeiro, para tanta novidade: cerca de 2 anos.

Para completar, a parte sonora do jogo também faz seu papel com maestria. Certamente, este título representa um produto muito bem acabado. Por isso, caso você tenha a chance de pôr as mãos em AC2 – disponível neste momento apenas no Xbox 360 ou no PS3, e estimado para chegar ao PC no início de 2010 -, saiba que está se deparando com uma belíssima obra de arte.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Review : Bioshock 2

Bem-vindo de volta a Rupture

Em 2007 conhecemos por meio de BioShock o universo de Rapture, uma sociedade projetada embaixo do oceano por idealistas e por aqueles que seriam considerados os melhores e mais capazes seres humanos. Porém, a ideia utópica de possibilidade de mudanças genéticas para aperfeiçoar o corpo humano fez de Rapture, ao invés de um paraíso com humanos perfeitos, um infernal abrigo de loucos e viciados.

Três anos se passaram e os desenvolvedores nos apresentam BioShock 2, a tão aguardada continuação que nos leva de volta ao sinistro e claustrofóbico mundo de Rupture, em eventos que ocorrem cerca de 10 anos depois do primeiro game. A novidade está por conta da mudança de perspectiva, onde o jogador assume agora o papel de um Big Daddy – que estava entre os inimigos do primeiro game -, mais precisamente da série Alfa chamado "Subject Delta".

Com a queda do líder Ryan, o personagem antagonista agora é a psiquiatra Sophia Lamb que assumiu a liderança e transformou aquelas pequenas garotas (agora jovens) do primeiro jogo em Big Sisters. Há obviamente um plano infernal por trás de tal feito e você é escalado para impedi-lo num roteiro extremamente bem feito e contado, que levará o jogador a diversas decisões morais no seu progresso.

Revolução ou expansão?

Se você ainda tem o primeiro game fresco na sua memória ou foi um dos que aproveitaram a promoção do Steam para adquirir também o BioShock 1 na pré-venda do segundo jogo, perceberá mais nitidamente o que vou dizer: a sensação é que BioShock 2 é uma extensão do primeiro game sem mudar muitos aspectos.

Além disso, o jogo tem um início morno que demora a engrenar. Só depois de 4 horas de jogatina é que começa a ficar interessante – o que é não é um ponto positivo se considerarmos que o game possui 15 horas de duração, ou seja, 10 horas a menos que seu antecessor. Essa primeira impressão já poderá frustrar boa parte dos fãs que vieram com sede ao pote.

De início o jogador não verá grandes diferenças entre BioShock 1 e 2. O jogo manteve-se nas mesmas características básicas em quase tudo, obviamente teve vários elementos aperfeiçoados e expandidos, chegando a parecer BioShock 1 turbinado e só. Mas quando jogamos pelo menos até o jogo engrenar, notamos mais detalhadamente as mudanças e aperfeiçoamentos na dinâmica do jogo, onde de fato justifica chamá-lo como uma verdadeira continuação.

Novos armamentos e mais ação

BioShock 2 não é um jogo em primeira pessoa “puro”, do estilo ação ininterrupta. Há diversos elementos de RPG e de estratégia que obrigam o jogador a pensar e medir suas ações. Neste game, não basta apenas atirar e avançar. É necessário aprender a agir de maneira estratégica, pois só assim poderá avançar em algumas fases difíceis e punitivas. Mesmo assim, notamos que há mais ação em BioShock 2 do que em seu antecessor. É necessário também ter paciência para vasculhar todo o detalhado cenário para descobrir itens novos e bônus que podem fazer a diferença na hora em que a ação for correr solta.

Entre as armas disponíveis para atacar os inimigos temos a Arma de Rebites (Rivet Gun), Metralhadora, Espingarda, Lança Arpões, Lança Granadas e as conhecidas ferramentas para hackear os sistemas de defesa e vigilância do jogo. Dito assim, pode não parecer ampla variedade, porém o grande diferencial aqui é que cada arma possui pelo menos três tipos de munição que adicionam bastante estratégia. A Arma de Rebites, por exemplo, possui uma munição que permite deixar armadilhas espalhadas pelo cenário. Também agora é possível hackear à distância certos aparelhos ou mesmo colocar mini sentry guns. No quesito ataque corpo-a-corpo, o jogador dispõe de uma enorme broca no braço direito, que para funcionar plenamente necessita de combustível.

Esse sistema de armas é bastante variado e complexo, mas o principal problema é que confunde muito o jogador - pelo menos no início de jogo. É comum acabar a munição e não sabermos ao certo se o melhor é trocar de arma ou de munição. Ainda mais que a munição se mostra muito escassa em boa parte do jogo – o que irá chatear quem gosta de atirar para todos os lados no estilo Rambo e acaba levando certo tempo até dominarmos esse aspecto para saber economizar e atirar só o necessário. Além disso, a broca para o ataque corpo-a-corpo situa-se no braço direito, mas é acionada pelo botão esquerdo do mouse, e isso poderá causar desconforto nos primeiros momentos.

A velha câmera fotográfica que funcionava como meio de upgrade a partir da pesquisa dos inimigos agora filma. O jogador deve começar a filmagem e matar o inimigo de uma maneira criativa e diferente a cada oportunidade. Quanto mais impressionante for a morte do alvo, mais rápido descobrirá os pontos fracos do inimigo e ganhará bônus de jogabilidade relativos aos pontos fortes dos inimigos pesquisados.

Os mini-games para hackear sistemas de defesa ou segurança já não interrompem o jogo com nova tela, mas acontecem em tempo real enquanto a ação rola solta. Ao invés de canos com água, o jogador tem uma seta que se move rapidamente e deve ser rápido para apertar o botão do mouse no momento exato quando ela atravessar a cor verde ou azul.

Um jogo mais dinâmico

Como no primeiro jogo, o personagem desenvolve habilidades e adquire poderes por meio de alterações genéticas com os “gene tonics” e plasmids. Os primeiros estão voltados a habilidades que são escolhidas de acordo com o estilo de jogo, como por exemplo mais força, melhor capacidade para hackear ou a possibilidade de se curar mais rápido nas estações específicas para isto. Já os Plasmids são os poderes sobrenaturais que o jogador poderá usar contra os inimigos como, por exemplo, choques elétricos, incineração, telecinese, hipnotismo, ataque de insetos, entre outros. Há três níveis de upgrade para cada plasmid, e a grande novidade em relação ao jogo anterior é que agora os plasmids podem ser usados ao mesmo tempo com as armas.

O preço a ser pago para tais alterações genéticas e aquisição de poderes é caro. Exige Adam, a substância mais preciosa de Rapture que só pode ser coletada e carregada pelas meninas chamadas Little Sisters, crianças geneticamente modificadas e escravizadas para esse tipo de tarefa. E aqui é sem dúvida o momento BioShock 2 brilha, pois o sistema de coletar Adam ficou muito mais interessante, dinâmico e estratégico.

Se antes era necessário apenas matar o Big Daddy que protegia a Little Sister, agora esse é apenas o primeiro passo de todo um processo. Depois de derrotar o Big Daddy, o jogador poderá adotar a Little Syster para si (lembre-se que você é um Big Daddy no jogo). Então ela o guiará para os “anjos”, ou seja, os corpos espalhados pelo cenário que possuem Adam. Enquanto ela faz a extração o jogador deverá protegê-la da onda de inimigos que é atiçada pelo manuseio da substância. Esta é a parte mais estratégica do jogo, afinal o que o jogador vai fazer? Colocar mini metralhadoras? Hackear câmeras ou mesmo colocar bombas de aproximação e armadilhas? Tudo é válido, pois como os inimigos vêm de todos os lados, é bastante complicado segurar as pontas só na base do tiro.

Depois de coletar Adam de alguns corpos seguindo o roteiro acima, o jogador deve devolver a menina ao sistema de ventilação. Novamente a escolha moral: matar a criança e coletar mais Adam ou apenas extrair o suficiente e preservar a menina? Essas decisões éticas são acompanhadas de outras durante o roteiro (matar ou não pessoas indefesas, etc) que vão definir qual o final do jogo– há vários deles.

Quando todas as Little Systers da fase forem devolvidas (ou mortas), chega a hora de conhecer um novo inimigo: a Big Sister. Elas são aquela primeira geração de meninas que cresceu e foram agora transformadas nessas monstruosidades. Elas são rápidas, mortais e poderosas. E não importa onde você esteja no cenário, não se consegue fugir delas, é imperativo enfrentá-las. E falando dos inimigos, espere pela mesma turma do barulho do primeiro game, com mais algumas adições de classes de Big Daddys, as diferentes classes dos amalucados Splicers com adição do grandalhão Brute Splicer.

Missões e ambientação

Quanto às missões o jogo se prende ao tradicional esquema de tarefas dadas pelo rádio via NPCs. É ligar algum gerador, eliminar um líder do mal, etc. Algumas delas exigem que o jogador percorra duas vezes o cenário, que serve como meio para que se conheça toda a detalhada infraestrutura de Rapture. Há algumas missões interessantes, como em a “Surface” onde há várias críticas ao domínio do governo sobre as pessoas. Há ótimos momentos também, como a de uma incrível inundação.

Na parte gráfica, apesar do jogo continuar com uma engine que apresenta gráficos espetaculares com alta performance, não há muita novidade em se comparado a 2007. Obviamente foram feitas várias melhoras, mas nada que se possa classificar como revolucionário.

Os desenvolvedores trabalharam bastante esses 3 anos e mantiveram no topo uma das grandes características da franquia: cenários extremamente detalhados. A direção de arte é impecável e a única falha que notamos foi em algumas texturas de baixa resolução aqui ou ali. O que compensa muito é a engine do game, que mesmo colocada à prova em resolução máxima e com todos os efeitos permite que o jogo rode de maneira bastante fluída, mesmo em máquinas medianas.

O áudio do game segue o estilo das músicas dos anos 60 e tem momentos ótimos que acompanham a ação ou suspense que se desenvolve na tela.

Multiplayer

Outra grande novidade de BioShock 2 é a presença de partidas para múltiplos jogadores. O ambiente do multiplayer é datado antes dos eventos da queda de Rapture, em uma espécie de guerra civil. Mais informações sobre a história, além de Plasmids e Gene Tonics são liberados conforme o jogador progride no multiplayer.

Pode-se escolher seis bizarros personagens no jogo, desde uma aparentemente “frágil” dona de casa até um famoso jogador de futebol, tornando assim uma experiência bem diferente do que vivenciamos na campanha solo.

Há sete modos de jogo no multiplayer. O primeiro chama-se Survival of the Fittest, que é uma espécie de mata-mata geral. O mesmo modo, mas em times, chama-se Civil War. Há também o modo Last Splicer Standing, em times, onde vence o ultimo a permanecer vivo. Outros modos também, apesar do nome diferenciado, são bastante comuns em multiplayer: Capture the Sister – um time protege a menina e o outro deve capturá-la; Adam Grab – deve-se capturar a Little Sister no mapa e mantê-la sob o domínio o maior tempo possível; Team Adam Grab – o mesmo modo anterior só que em times; Turf War – uma espécie de captura de pontos específicos do mapa.

Uma variação interessante adicionada é a armadura do Big Daddy que aparece em um lugar aleatório do mapa, permitindo que qualquer jogador a vista, dando ao sortudo as habilidades do grandalhão, mas tirando os poderes de plasmids para não ficar muito desequilibrado.

Valeu a pena a esperar pelo regresso a Rapture?

Com você leu, o multiplayer tem bastante variedade de modos, mas apesar dos nomes diferentes e chamativos, não há nada de essencialmente novo aqui. É em resumo tudo aquilo que outros jogos trazem como padrão para multijogadores. Além disso, como é um sistema baseado em raking e upgrades, os jogadores que dedicarem mais tempo jogando vão ter mais facilidades e bônus diante dos casuais.

Em resumo, o multiplayer é divertido? Depende do que você está buscando. Se você gosta de variedade e muitos modos de jogo, vai encontrar diversão em BioShock 2. Mas, se você esperava algo revolucionário, poderá vai encontrar mais do mesmo e se frustrar.

Tudo isso acrescenta um razoável de replay ao game, uma vez que existem vários finais possíveis no single-player e o jogador pode desenvolver um personagem completamente diferente a cada tentativa. Uma pena que tenha, ao total, apenas 15 horas de jogo. A impressão que fica é que fica cada vez mais difícil para o estúdio Irrational Games tirar novas ideias de um enredo tão bem explorado no game anterior.

Não que o jogo em si tenha perdido seu glamour. O problema é que o primeiro game foi muito mais revolucionário do que o segundo, mas realmente ficaria difícil trazer tanto impacto quando já se conhece toda a intrigante história de Rapture. Para quem curtiu o primeiro, certamente tem tudo para passar bons momentos em BioShock 2, e seria um pecado deixar de conhecer tudo o que ele tem a oferecer.

Quanto ao futuro da série, nos parece um tanto quanto limitado para não cair no “mais do mesmo”. Quem sabe não é o momento de fechar uma trilogia com uma prequel, permitindo que o jogador conheça o game antes da queda de Rapture? Fica aqui a nossa sugestão para um possível BioShock 3.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Dragon Age: Origins

Nasce um novo clássico

Este final de 2009 está bastante movimentado pelos lançamentos de jogos de peso, alguns já considerados na lista dos melhores do ano. Dragon Age: Origins, novo RPG da BioWare, experiente desenvolvedora também responsável por sucessos como Baldur’s Gate, Mass Effect e NeverWinter Nights, entra na lista dos melhores RPGs de 2009 - e dos últimos anos também.

Os desenvolvedores afirmaram que queriam fazer um jogo a altura de Baldur’s Gate, que até hoje é considerado a obra prima da desenvolvedora. Nós tivemos a chance de experimentar a promessa lançada pela EA e quer saber? Realmente fizeram um novo clássico que não apenas aproveita tudo o que há de melhor no que a desenvolvedora já produziu, como expande ainda mais a imersão em jogos de RPG aproveitando a familiaridade de muitos jogadores e fãs dos filmes baseados na obra de Tokien (Senhor dos Anéis).

Uma história cativante, épica e detalhada

Uma das grandes qualidades de Dragon Age: Origins é contar com uma história cativante. Quando iniciamos o jogo casualmente, nos surpreendemos pela facilidade com que o game nos “enfeitiça” pela narrativa do game, que faz as horas passarem como minutos. O segredo todo está na maneira como o roteiro é conduzido, sempre estimulando interesse no que vai acontecer em seguida, além de utilizar situações e personagens que despertam empatia e identificação no jogador, colocando-o diante de dilemas e circunstâncias que exigem decisões que lembram muito a vida real.

Prova disso pode ser vista na história inicial do seu personagem. Conforme se escolhe uma das três raças disponíveis (humano, elfo ou anão) e suas possíveis classes (mago, ladino ou guerreiro), o jogo define o antecedente histórico. Há seis histórias ao todo: Nobre Humano, Magi, Elfo Urbano, Elfo Dalish, Anão Pebleu e Anão Nobre. Seja uma traição em um castelo, um casamento frustrado com oportunidade de vingança ou mesmo um ritual de mágica obscuro, cada história apresenta um início diferente e motivador tornando o valor de replay bastante alto.

Depois desse início a histórias se encaixam no roteiro principal do jogo onde você encarna um membro da legendária ordem dos Grey Wardens, uma classe especial de guerreiros que busca juntar um grande exército contra os soldados das trevas (Darkspawn) que avançam do subsolo para dominar e destruir tudo o que vier pela frente.

Porém, para conseguir ajuda dos exércitos de outras raças, o jogador terá que realizar uma série de favores e atender outras demandas para conquistar a fidelidade daqueles que deseja. Isso o levará a diversas missões, sendo isso apenas a superfície de um jogo incrivelmente detalhado e épico. Para aqueles que quiserem literalmente entrar no universo do jogo, há uma enciclopédia constantemente atualizada sobre diversos elementos do jogo, inclusive com o plano de fundo histórico – são centenas de textos ricos em detalhes.

Prepare-se para dedicar um bom tempo jogando

Além das missões principais há dezenas de outras secundárias e muitas estão disponíveis com os próprios companheiros do jogador, basta conversar ou achar algum item que interesse a algum deles para descobri-las.

Seguindo o ritmo de Baldur’s Gate, as missões geralmente tomam muito tempo para serem concluídas chegando até mesmo a consumir dias para alcançar os objetivos, especialmente se o jogador não conseguir se dedicar mais do que uma hora por dia. E espere tudo delas. Traição, gente que abusa da boa vontade, pessoas tentando manipular, mocinhos que são bandidos e vice-versa, dilemas e decisões difíceis que realmente alteram o rumo do jogo. O mais impressionante é que geralmente uma missão quase sempre leva você à outra e torna o jogo mais profundo e expansivo.

É normal ter vários níveis e mapas cada vez mais detalhados – quando você acha que já viu tudo, aparece mais coisa. O jogo é tão complexo e detalhado que demora para você “limpar” um cenário, e mesmo quando você pensa que já fez tudo, ainda há mais coisa para aqueles que se disporem a explorar em detalhes tudo o que vem pela frente.

Combate tático, empolgante e desafiador

Durante o game, o jogador controlará uma equipe de 4 membros, sendo que um deles é o seu personagem. O segredo para ser bem sucedido na batalha está na variedade e equilíbrio das habilidades de cada membro. Nós nos demos bem com uma equipe com dois guerreiros e duas magas, sendo que uma seguia a linha mais agressiva e a outra dava suporte à equipe, curando e lançando feitiços de proteção.

E como já falamos a respeito do tempo que o jogo exige, definitivamente Dragon Age: Origins não é um RPG de ação, onde basta clicar nos inimigos e esperar que eles morram. O jogo está mais ao estilo de combate de Baldur´s Gate, pois exige ação tática e uso constante da pausa durante o combate, mesmo nos níveis mais fáceis.

Algumas dessas batalhas são tão desafiadoras que o jogador não deverá ter pressa para completá-las, pois as lutas às vezes duram 20 minutos ou mais dependendo do grau de dificuldade que se escolher, obrigando o jogador a pensar para melhor posicionar seus personagens e escolher os tipos de ataque efetivos. Apesar de usar esse sistema, isso não quer dizer que as batalhas sejam chatas ou entediantes – pelo contrário, formam um dos muitos pontos altos do jogo. São batalhas épicas, emocionantes e desafiadoras, nas quais o jogador nem sente o tempo passar.

A interface é bastante flexível com o menu onde colocamos os principais poderes e habilidades para acesso rápido e no mais tudo é bastante intuitivo para organização. Os personagens possuem ótima IA, mas podem também serem programados pelo jogador para ações específicas, como por exemplo, se um mago de seu time for atacado, os guerreiros podem socorrê-lo. Enfim, há uma centena de possibilidades nas mãos do jogador para que seja bem sucedido.

Desenvolvendo o personagem

O sistema de desenvolvimento dos personagens é muito bem feito e intuitivo. A interação entre os membros da equipe é viva e dinâmica. Eles aprovam ou desaprovam suas atitudes e decisões durante o jogo. Conversar de maneira correta e privada no acampamento ou dar presentes ajuda a conquistar a confiança. Mas, caso eles desaprovem demais sua conduta, em breve podem desertar ou mesmo lutarem contra você em determinada missão. Contudo, se a aprovação for alta, eles ganham bônus para combate e pode surgir até mesmo algum romance.

Já no desenvolvimento das habilidades, há vários meios interessantes de se construir poderosos personagens. Nas batalhas e missões, toda a equipe ganha um número de experiência e quando esse número chega a um valor pré-determinado, cada membro ganha um novo nível (subida de level), com pontos a serem utilizados em força, destreza, força de vontade, magia, astúcia e constituição. Pontos também são liberados para serem utilizados em perícias como coerção, roubo, montagem de armadilhas, sobrevivência, herbalismo, preparo de venenos, treinamento em combate e táticas de combate. Depois disso há os talentos e feitiços que são habilidades exclusivas que variam conforme o personagem escolhido.

O segredo, como já dissemos, é tentar equilibrar ao máximo a equipe e focar na especialização de certas habilidades. Os magos, por exemplo, de início não possuem muitos poderes, mas conforme chegam em níveis mais altos apresentam capacidades impressionantes que podem ser o fator decisivo para a vitória.

Há também inúmeros estilos de armas, armaduras, e centenas de itens para fornecer a seu grupo. Cada personagem pode ter dois conjuntos de armas equipados ao mesmo tempo, um passivo e outro ativo. Bônus são garantidos se o jogador prover o personagem com diversos itens do mesmo nome ou material similar, formando um set de armadura.

Pode-se também colher plantas que servem desde matéria prima para poções e bombas químicas como venenos para serem usados nas armas durante o combate. E, por fim, as runas são ótimos poderes que podem ser anexados em armas, tornando-as mais letais com ataque de gelo, fogo, entre outros bônus ou mesmo defesa.

Visual e som de ponta

Tendo em vista que estamos falando de um RPG, os gráficos de Dragon Age são excelentes. A câmera é bastante flexível, permitindo uma visão mais distante para combates ou mais próxima para ver todos os detalhes, de qualquer ângulo. A direção de arte do game mostra toda a sua criatividade e inspiração tanto na variedade dos cenários – gelo, fogo, florestas, cidades, cavernas, etc – como no desenho e concepção dos monstros, com destaque aos incríveis dragões que o jogador uma hora outra será obrigado a enfrentar.

As cinemáticas são excelentes e usa basicamente a mesma engine do jogo – tudo detalhado e dirigido de forma a captar cada nuance da história como os olhares vívidos dos personagens durante os diálogos. Os detalhes impressionam e foram imaginados com todo o cuidado – os efeitos brilhantes e atordoantes dos feitiços mágicos, a cor dos olhos dos personagens – de modo que 99,9% passa no teste do zoom quando conferimos os detalhes.

Os combates são graficamente extremamente bem feitos, não há aquela repetição de golpes como nos RPGs normais – tudo é visceral, movimentos diferentes, golpes de finalização muito criativos e violentos. Sangue jorrando por todos os lados e os personagens depois de uma feroz batalha ficam quase sempre cobertos de gotas de sangue. A única coisa passível de crítica é que nos consoles a qualidade não está tão avançada como no PC e algumas texturas, poucas mesmo em alguns lugares isolados, não fazem jus à qualidade geral do jogo.

No aspecto sonoro o jogo segue a mesma linha de qualidade. A trilha sonora inspirativa é composta por Inon Zur, um dos mais respeitados compositores para filmes e games da atualidade. Músicas de batalhas, especialmente no Círculo Mágico são uma prova do talento desse compositor.

O som de ambiente é também amplamente variado e detalhadamente produzido. Nas batalhas chegamos a ouvir um som intenso referente a cada golpe, desde a espada penetrando pele adentro aos ossos se quebrando.

As dezenas de personagens do jogo são totalmente dublados, dialogam com o jogador, entre si e isso inclui também dezenas de falas entre NPCs quando você chega perto. A dublagem está como uma das melhores já vistas em na história dos games, com variedade de vozes, competência e interpretação profissional.

Versão de colecionador

Testamos a versão de colecionador disponibilizada pela EA Brasil de Dragon Age: Origins e gostamos muito do que vimos. A caixa vem com dois DVDs, sendo em um o conteúdo do jogo em si e no outro um bônus que traz o ‘Making Of’, dicas de estratégia, entre outros vídeos interessantes; embora seja uma pena que tudo está em inglês e sem opção de legendas. Há também papel de parede dentro do DVD e trilha sonora completa em MP3, além de um pequeno mapa impresso da região de Ferelden (o mapa acaba não sendo muito útil, já que não mostra marcação de lugares ou revela nada de importante para o jogador, sendo mais artístico mesmo).
Acompanham dentro da caixa outros dois panfletos com códigos para o jogador conseguir itens exclusivos e missões especiais. Estes códigos podem ser usados apenas uma vez e ficam vinculados à sua conta online. Depois de informados os códigos, o jogo mesmo faz o download das novas missões pela Internet e as instala de forma automática, estando posteriormente disponíveis no diário do jogador. Sem cometer muitos spoilers, as missões permitem colocar golem na sua equipe e libera alguns itens muito interessantes. Para quem tem dinheiro sobrando, vale a pena investir nesta versão de colecionador para ter esse conteúdo extra.

Por fim, apesar de não ter multiplayer, o game incentiva o jogador a ficar sempre online e logado na sua conta, já que o seu perfil online é automaticamente atualizado com suas conquistas, história e algumas screenshots. A atualização é demorada, mas sempre é interessante compartilhar seu progresso com amigos. Além disso, tudo indica que em breve os jogadores poderão baixar ainda mais conteúdo pela internet, tornando DAO um residente que vai morar muito tempo no HD do seu computador.

Um dos melhore RPGs da história

Se você esperava um bom RPG como a série Bauldur’s Gate, não deixe Dragon Age: Origins passar, pois talvez demore alguns anos para sair um jogo deste nível de novo, tão bem produzido, feito por uma equipe inspirada e talentosa que realmente ama o que faz. Um jogo ambicioso, complexo e que oferece uma experiência tão imersiva que pode acabar facilmente com sua vida social.

Seguindo o estilo de Neverwinter Nights, as nuances dos olhares de Mass Effect e a essência de imersão e complexidade de Baldur’s Gate, a desenvolvedora Bioware produziu mais uma obra prima e sem dúvida um dos melhores RPGs dos últimos anos.

sábado, 21 de agosto de 2010

Review : Call of Duty Modern Warfare 2

A continuação triunfante de CoD 4

Call of Duty: Modern Warfare 2 continua a história de seu antecessor (vale lembrar que não é o último game lançado, World at War que voltou a abordar o tema da II Guerra, mas sim o quarto game da franquia) 5 anos após os acontecmentos de Modern Warfare. As coisas estão muito diferentes, com Capitão Price fora de cena, Soap é promovido a capitão da força-tarefa conhecida como “Task Force 141”, mas o game coloca você na pele de vários soldados, entre eles Joseph Allen, Roach e James Ramirez.

Em uma das campanhas de marketing mais amplas e bem sucedidas da história dos games, a Activision apostou alto na continuação, investindo cerca de 50 milhões de dólares para o desenvolvimento pela Infinity Ward e mais US$ 200 milhões só no marketing para o lançamento, cifra nunca antes alcançada por um game. O investimento não foi em vão, com um título forte e que chegou nas três principais plataformas do momento - PC, Xbox 360 e PS3 - parando o mercado e ocupando uma importante faixa da atenção de todos.

Mas será que realmente Modern Warfare 2 faz por merecer todo este mérito e cacife na divulgação? Ou houve algum exagero no marketing pela publisher para aumentar o seu hype? Nos acompanhe em mais esta review e descubra.

Belos gráficos com jogabilidade simplificada

No quesito gráfico Modern Warfare 2 leva a engine IW 4.0 (que teve origem em CoD 4) aos seus limites, com novos efeitos de partícula, iluminação e texturas incrivelmente detalhadas. A ambientação não faz feio também, com uma ação desenfreada, de prisões na Rússia a favelas no Rio de Janeiro, o jogo garante que você fique sem ar e por algumas vezes, contando com explosões, aviões, helicópteros e muitas outras armas de guerra durante suas missões.

Ao iniciarmos a campanha solo, já percebemos uma grande mudança do jogo, relacionada à inteligência artificial (AI). Se você odiava os inimigos infinitos de CoD 4, pode ficar aliviado pois este problema foi resolvido em Modern Warfare 2. Desta vez os inimigos estão mais inteligentes, eles irão te flanquear, utilizar flashbangs e mudar de rota ou atitude toda vez que você reiniciar uma fase.
Mas assim como estão mais inteligentes, o arsenal de armas foi ampliado, temos agora sensores de batidas de coração, mísseis Predators, e muitas outras novidades.

No controle do game não temos muita novidade, as teclas de ação e movimentação são praticamente a mesma coisa de seu antecessor, tendo a mudança mais significativa no HUD (interface do usuário) do jogo que foi todo reformulado e está mais agradável. Neste quesito, o jogo deixou um pouco a desejar, pois nem mesmo a opção de se curvar para os lados enquanto atira, como tínhamos no primeiro Modern Warfare, foi mantida, deixando a jogabilidade bem simplificada e limitada entre os recursos para bolar diferentes estratégias. Nem pense em outros recursos mais avançados, como se esquivar em esquinas ou cantos do cenário, tiros às cegas, etc, a jogabilidade se manteve no básico e pode parecer até um retrocesso comparado a outros shooters da atualidade.

Campanha curta e polêmica, mas de tirar o fôlego

A campanha, apesar de boa, infelizmente tem duração bem curta. Mesmo no modo Veteran (mais difícil), conseguimos terminar com menos de 8 horas de jogo. É pouco para um game de tanta expectativa, ainda mais se levar em conta que muitos jogam com dificuldade regular, que permite terminar em ainda menos tempo. Aliás, já vale a dica, pois se você tem ao menos um pouco de experiência, comece pelo menos no Hardened ou o game acabará ficando muito fácil.

Tirando a curta duração, a campanha é emocionante e prende o jogador do início até o fim. Cheia de momentos de tensão e reviravoltas em momentos críticos, os jogadores se sentem estimulados como nos melhores filmes de ação de Hollywood. As missões alternam entre as diferentes localidades, como um deserto no Afeganistão, geleiras da Rússia, duas fases que se passam na favela do Rio de Janeiro, cidades dos EUA invadidas pelos russos e até mesmo a capital Washington totalmente destruída com a Casa Branca em ruínas e em chamas, enquanto você tenta chegar até o presidente com vida.

A polêmica também não ficou de fora da campanha, graças à missão “No Russian” (logo no começo) que trouxe bastante controvérsia e repulsão de parte do público. Nesta missão, o jogador está infiltrado num bando de terroristas e se coloca ao lado de Vladimir Makarov – um dos principais vilões da campanha – com a missão de invadir um aeroporto localizado na Rússia e atirar em todos os civis que encontrarem pela frente até chegar ao objetivo final. É preciso lembrar que Modern Warfare 2 tem classificação etária para adultos (18 anos), mas muitos ainda criticaram o game pela fase considerada de mal gosto.

Para nós, sinceramente não foi uma experiência chocante ou que trouxe uma má impressão, pois encaramos como um game de ação que justamente quis mostrar um lado diferente de tudo. Da mesma forma como a franquia GTA, não consideramos isso um agravante para incentivar ninguém normal a matar pessoas na rua, apenas encaramos como um conteúdo para entreter adultos. É possível, porém, apaziguar este conteúdo caso o jogador escolha no começo da campanha que prefere um conteúdo de violência mais moderado, o que reafirma a liberdade de escolha promovido pela desenvolvedora, para que todos possam aproveitar a campanha solo.

Ainda que tenha uma curta duração e esse conteúdo polêmico, a campanha de Modern Warfare 2 ainda merece elogios pela forma como é contada. As missões são bastante emocionantes e mexem com o jogador. Diferente de games que não conseguem segurar o jogador por tanto tempo, é muito fácil você acabar jogando este lançamento até o final em uma só sentada, em especial se for curioso para saber como as coisas terminam, depois de tantas reviravoltas.

Multiplayer completo e empolgante, com restrição ao PC

Se por um lado a campanha solo é de curta duração, muitos jogadores esperavam mesmo pelos modos multiplayer de Modern Warfare 2, tendo em vista a excelente recepção que o primeiro Modern Warfare teve nas partidas online. Com relação a este quesito, podemos dizer que, no mínimo, a Infinity Ward conseguiu cumprir as expectativas de um multiplayer maduro e bem desenvolvido, com muitas opções e recursos.

A principal crítica deste modo, porém, está entre os jogadores de PC. Isso porque embora este tenha sido o primeiro lançamento no PC a custar o mesmo do que um lançamento de ponta nos consoles de última geração (até então, os jogos de PC custavam US$ 10 a menos nos EUA), o estúdio não trouxe os benefícios que se esperavam, como por exemplo servidores dedicados. A principal crítica foi com relação ao sistema que necessita sempre que as partidas estejam ligadas pela IWnet, um sistema de matchmaking da própria Infinity Ward, acabando assim com a opção de manter servidores dedicados e trazer para outros países, como no Brasil. A outra grande reclamação foi quanto ao número máximo de jogadores por servidor, que ficou limitado a 18 (9 para cada lado), enquanto que no Modern Warfare 1 era de 32, número também considerado baixo para os jogadores de PC.

Mesmo assim, constatamos vários pontos positivos em nossos testes, porém outros negativos. A IWnet funciona sim e muito bem, o lag é praticamente inexistente, embora aconteça de algumas vezes você entrar numa sala onde o Host é distante e seu ping acaba ficando altíssimo e tendo grande desvantagem nas partidas. Ao todo no multiplayer temos 16 mapas, e o sistema de Ranking agora traz muitas novidades. Cada jogador tem um título e um emblema, como se fosse o seu cartão de visita, ligado ao nível/ranking alcançado. Armas novas também estão presentes no multiplayer, como a SCAR-H, FAMAS, ACR, entre muitas outras. Os Perks (habilidades) também voltaram, só que em menor numero, porém agora com a chance de serem evoluídos pelo sistema de desafios que também volta nesta versão, com muito mais desafios.

Os Killstreaks também tiveram novidades, agora você pode chamar de UAVs e helicópteros a bombas nucleares e Aviões controlados por você. Foi adicionado também os Deathstreaks, caso você morra um numero X de vezes você terá direito a isto, como, por exemplo, ter mais vida, copiar a classe do inimigo que te matou, deixar uma granada cair ao morrer, entre outros. A ultima, porém não menos interessante, adição do modo multiplayer foi a habilidade de jogar em terceira pessoa, se tornando assim um shooter ao estilo Gears of War, mas devo salientar que, apesar de interessante, a movimentação do personagem ficou pra lá de estranha e esperamos que a Infinity Ward melhore bastante este aspecto em seu próximo jogo.

Modern Warfare 2 tem tudo, mas poderia ter um pouco mais

No geral, Call of Duty: Modern Warfare 2 não inova como muitos esperavam, mas consegue divertir com maestria, e muito. Apesar da campanha curta, ela se mostra muito divertida e envolvente e o multiplayer bate um bolão e merece ser jogado por horas e horas. Os gráficos são de encher os olhos, assim como os efeitos de som, músicas e falas dos personagens, completando aquilo que se espera de um grande game.

Ainda assim, os valores gastos pela Activision no marketing nos deixa um pouco preocupado, pois temos certeza que a Infinity Ward poderia ter ido um pouco além e criado um game ainda melhor e com as inovações que todos gostariam de ver para ganhar nota máxima. Sem tirar os méritos do jogo, que de fato é um dos mais divertidos que jogamos nos últimos anos, mas acaba deixando aquele gostinho na boca de que ficou tão perto de ser perfeito e acabou derrapando na última curva.

Review : Battlefield Bad Company 2

Um breve histórico da série Battlefield - de 1942 à Bad Company

Jogos com o tema sobre guerra surgiram quase em simultâneo com a popularidade dos games. O primeiro game que se tornou famoso desse nicho foi lançado em 1992, com o título de Wolfenstein 3D. Lá, a história se passa na Segunda Guerra Mundial, em que Hitler é o vilão maior e o jogador deve passar fase por fase detonando nazistas. Depois de diversos anos e lançamentos como a série Medal of Honor e Call of Duty, que são hoje muito bem queridas pelos jogadores, a Electronic Arts e a Digital Illusions (DICE) criaram uma nova franquia em 2002 com o game Battlefield 1942, que logo virou um sucesso.

Como dá pra notar pelo nome, o jogo se passava novamente na Segunda Guerra Mundial que acabou sendo explorada em mais uma lista de games seguintes. Porém, a DICE foi esperta o bastante para focar em um modo multiplayer que nenhum game de guerra trazia até então. Era possível controlar diversas classes de personagens e, o principal, utilizar vários veículos durante a jogatina, deixando uma jogabilidade mais ampla e disputas sempre acirradas.

Não satisfeita com tudo que a série tinha alcançado até então e aproveitando o grande reconhecimento em sua volta, surgiu mais tarde Bad Company em 2008, inspirado em uma guerra fictícia entre EUA e Rússia, e ambientado num futuro próximo. Esta nova ramificação veio para colocar humor e desta vez focar no modo single-player, inicialmente com exclusividade nos consoles. Sem, é claro, restringir o modo online que ainda estava presente.

Com uma boa aceitação tanto da crítica como de público, chegamos neste início de 2010 a Battlefield: Bad Company 2, game com grandes promessas para todos os fãs e que voltou a suas origens incluindo também a plataforma PC, além do Xbox 360 e PlayStation 3 que tinham recebido o game anterior. Vamos então destrinchar os principais pontos desse lançamento...

O esquadrão mais atrapalhado dos games

Tanto em Battlefield: Bad Company como em Bad Company 2, você participa de um esquadrão extremamente cômico e atrapalhado. Para começar, você controla um cara que foi "brincar de pilotar" um helicóptero e acabou destruindo a aeronave e um carro oficial. Esse é Preston Marlowe, o protagonista do jogo.

Para completar a trupe, temos Terrence Sweetwater, um hacker que fala pelas paredes, George Gordon Haggard - o Hags - um piromaníaco caipira alucinado, e Sargento Samuel D. Redford, que não vê a hora de se aposentar e cair fora desse negócio de guerras. Cabe ao Sargento cuidar dessa galera atrapalhada, que de fato, oferece um índice de mortalidade bem alto para as costas do experiente e cansado combatente.

Depois do primeiro game, em que os soldados se meteram em diversos problemas que incluem até barras de ouro no meio, chegou a vez de tratar algo mais sério. Em Bad Company 2, a missão do grupo é descobrir quem está fabricando e disseminando uma tecnologia secreta para construir uma arma de destruição em massa.

Transforme casas em pó

Apesar de ter uma história bem divertida e um modo multiplayer consistente (entraremos em mais detalhes mais a frente), Bad Company 2 tem como ponto principal o armamento e a destruição dos cenários. Se no primeiro jogo da série era possível acabar bom muros e portas, agora é possível derrubar construções e casas inteirinhas com armamento pesado. E o jogo estimular você a fazer isso, já que as munições explosivas estão sempre de fácil acesso e as RPG's (vulgo bazucas) também são facilmente encontradas.

Para deixar as explosões e o show de fogos ainda mais legal, a DICE conseguiu deixar os gráficos extremamente belos nesse game. Dá pra ver pedaços de tijolos, cimento, ou até ferro de helicópteros ou carros em destruição voando pelos ares. Os cenários, além de gigantescos, estão com um detalhamento de texturas muito bem feito.

A parte sonora também não deixa a desejar. Todas as armas trazem um som de impacto muito bacana e as explosões trazem uma diversão enorme para qualquer jogador que curta um bom game de tiro repleto de ação. Na parte da jogabilidade, a única coisa que atrapalha de vez em quando são alguns eventuais bugs, que podem obrigar você a ter de voltar e completar a missão de novo, ou mesmo a inteligência artificial dos inimigos, que sofrem algumas falhas. Em alguns casos, você consegue pegar totalmente desprevenido e olhando parados para a parede. Mas fora isso, não há nada de grave.

Aposto que você vai rir em diversas cenas durante o game. Há momentos muito engraçados entre a história principal que conta com personagens muito bem caracterizados. E não falo apenas do grupo central, mas também do piloto do helicóptero, que se declara um pacifista.

Junte-se ao seu esquadrão online e amplie a diversão

Um jogo da série Battlefield nunca poderia deixar de lado o modo multiplayer. Afinal, a série nasceu com esse propósito. E, apesar do modo solo ser bem forte, o modo online também traz uma diversão bem alta para quem é adepto da jogatina na rede.

O game traz algumas novidades nesse modo, como a customização dos kits: Médico, Engenheiro, Recon (Operações Especiais) ou Assault (Grupo de Assalto). Cada kit conta com armas primárias e secundárias. E em Bad Company 2, você pode customizá-los da forma que quiser. Logo, poderá fazer um médico que tenha uma sniper em mãos, entre outras inúmeras combinações possíveis, de acordo com o gosto de cada um.

É possível jogar com até 32 jogadores ao mesmo tempo no PC. Já nos consoles, o limite cai para 16. Há uma variedade de modos de jogo, como Conquest, Rush, Squad Deathmatch e Squad Rush - cada um com suas peculiaridades. Há por exemplo, a possibilidade de jogar em quatro times de quatro jogadores cada um. Seria um "4x4x4x4". E, claro, você pode contar com mapas gigantescos para detonar nas partidas.

Mesmo com todos esses pontos positivos para a jogatina pela rede em Bad Company 2, é nela que também se encontra um dos problemas cruciais. Há momentos em que a latência (famoso lag) atrapalha demais. Talvez seja pelos belos gráficos e texturas do jogo, ou algum tipo de problemas nos servidores que atinge mais gravemente nós, brasileiros. Mas, se isso não for resolvido logo, é um problema bem grande para o game.

E quem disse que a guerra não pode ser cômica ?

Battlefiled: Bad Company 2 certamente é um jogo que fará a diversão por horas e horas de muita gente. A campanha para um jogador tem em média 10 horas de jogo. E se você quiser mais depois de ter terminado, basta acessar o jogo pelas redes online disponíveis: Xbox Live, PlayStation Network ou os servidores dedicados para a versão PC.

Se os shooters são a sua praia, este jogo não pode faltar na sua coleção. Afinal, possui uma ambientação moderna e bem diferente do padrão, pois não é todos os dias que um esquadrão cômico como esse sai em diversas missões para destruir tudo o que vê pela frente e ainda pagam de gatões. Diversão garantida!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Review : Skate 3

Quando o jogo Skate da EA apareceu em 2007 causou uma grande reviravolta, o público que gosta do esporte e não tinha muita escolha (saturado com a série arcade de Tony Hawk) teve em mãos, finalmente, um jogo mais fiel ao esporte por causa de seu realismo. Em 2009 veio a sequência Skate 2 e o jogo trouxe grandes melhorias, com novos modos. Agora em 2010 chegará o jogo Skate 3. Mas será que é apenas mais um da série ou teremos melhoras significativas que justifique a compra do jogo?

O que pode se perceber logo de cara jogando Skate 3 é a melhoria gráfica. É muito bom ver como um jogo pode se desenvolver graficamente com pouco mais de 1 ano de seu antecessor. Sim, eu cutuquei o Fifa e WE.

:tongue:

As texturas estão melhores e principalmente o reflexo no chão. Os personagens também estão bem melhores desenhados, enfim, no geral é uma melhora significativa graficamente.

Além das melhorías gráficas, Skate 3 traz basicamente os modos já vistos em Skate 2, além da tradicional campanha, o modo online e o divertido Hall Of Meat. Aliás, além dos modos um defeito que manteve do jogo passado é a queda de frame que pudemos perceber em alguns momentos do game, existe a opção para ligar/desligar o V-Sync mas das duas maneiras rola uma queda de frame.

O diferencial na jogabilidade fica mesmo por conta da dificuldade. Em Skate 3 foi acrescido essa opção, agora temos o Easy onde vc vai fazer mais manobras e cair menos(mais arcade), o modo normal, que é o clássico, a mesma dificuldade dos games anteriores e também temos o interessante modo Hardcore que deixa a jogabilidade mais real dificultando ainda mais as suas manobras.

As melhorias de Skate 3 são facilmente percebidas e é por isso que o Game Generation recomenda esse jogão a todos os amantes desse esporte.

Skate 3 será lançado em 11 de maio de 2010 para Playstation 3 e Xbox 360.











Review : UFC Undisputed 2010

Graficamente, para quem jogou o game anterior não verá muita mudança, os gráficos continuam excelentes, com lutadores e juizes bem detalhados, agora a torcida está melhor e o jogo tem um reflexo melhor, percebemos principalmente no suor dos lutadores. No geral não há muito o que falar, continua muito bem nesse quesito.

A primeira coisa a levar em conta é que na demonstração ficou devendo um modo tutorial, isso porque foram implementados novos movimentos, principalmente a luta no chão e a física da grade e o tutorial seria algo fundamental, que foi deixar pra lá. Mas enfim, mesmo sem tutorial fomos aprendendo “na raça” e a física na grade ficou muito boa, você consegue encurralar o outro lutador no canto e descer a bolacha, algo muito utilizado no MMA que simplesmente não existia no game anterior. Quanto a luta no chão, uma coisa que chama muito a atenção de início é que você consegue bater e até nocautear o oponente sem estar necessariamente montado, ou seja, mesmo na guarda se você se livra da defesa do oponente pode socar que terá efeito desejado. Houve um aumento significativo nas finalizações, agora você terá opções para finalizar apertando não somento o R3 mas também com L1 e R3 juntos.

Para quem jogou bastante UFC Undisputed 2009 pode estranhar a jogabilidade do novo. Por que? O jogo está mais rápido que o primeiro, alguns movimentos são estranhos pois reage extremamente rápido, com o tempo você acaba se acostumando com a velocidade e nem percebe muito isso… mas isso é bom?

A Inteligência Artificial também mudou, o que mais incomoda na mudança é que o computador parou de cercar você, agora ele simplesmente vai com tudo pra cima dando golpes rápidos trazendo lapsos de arcade(cuidado THQ…), mas denovo, com o jeito você acaba se acostumando e um fator importante a citar é que quando você começar a socar seu oponente ele recua! Ou seja, o computador sabe a hora de dar uma arregada.

O som de UFC Undisputed 2010 melhorou com relação ao seu antecessor. O fato principal fica por conta da torcida que agora está muito mais presente. Você vai reparar quando está lutando bem que a torcida vai gritar o nome de seu lutador, como por exemplo: “Shogun, Shogun!”, mas bem que poderiam colocar: “Chupa Azedo” :tongue: !

UFC Undisputed 2010 é diversão garantida para os fãs de MMA, mesmo com alguns problemas de jogabilidade o jogo compensa pelo seu conteúdo, diversos patrociníos oficiais, comentários e narração da tv e todos os “grandes” lutadores do UFC, inclusive o saco de batatas Kimbo Slice. Todos os grandes ídolos brasileiros estão lá para nos divertir como Shogun, Anderson Silva, Lyoto, Cigano, Minotauro e por aí vai!

UFC Undisputed 2010 promete agradar os fãs de MMA, mas a THQ tem que começar a tomar cuidado em não se tornar em um jogo mais arcade, ainda mais que agora vem uma saudável competição com o jogo “MMA” da EA Sports. Mas com todo o conteúdo que a THQ tem e a bagagem de um belo jogo anterior e um modo carreira muito mais completo o que podemos imaginar e concluir é que esse ano de 2010 a EA não conseguirá disputar com UFC Undisputed 2010.











Review : Mafia 2

Depois de muita espera finalmente saiu o demo de Mafia 2 nas lojas virtuais, incluindo a “nossa” PSN, e o Game Generation vai deixar aqui as primeiras impressões do jogo.

No início do game a primeira coisa que chama atenção é a jogabilidade. O personagem responde muito rápido, principalmente quando você vai se movimentar, as vezes você quer simplesmente andar e um leve toque no analógico faz com que você corra. Depois de se acostumar com a sensibilidade, a jogabilidade de Mafia 2 agrada. Mirar nos inimigos é confortável, assim como entrar e sair do cover. Dirigir os carros ficou ótimo! Existem 2 modos o normal e simulação. No modo normal é mais tranquilo de se dirigir, você pode entrar com tudo nas curvas sem grandes problemas e na simulação você tem que ser mais cadenciado, percebe-se que em algumas curvas é necessário utilizar bem o freio. E assim como no primeiro jogo da série existe o limitador de velocidade, apertando o X você fica dentro da lei e não precisa se preocupar com a polícia, que por sinal, se te pegarem, você pode trocar de carro ou roupa para escapar ou ainda dar aquela graninha. Muito legal!

A Inteligência Artificial de Mafia 2 funciona muito bem, quando você anda com seus amigos você pode se esconder e atacar os inimigos pelos flancos e o legal é que a IA não vai ficar mirando em você mesmo “invisível”, o computador continua atirando nos inimigos enquanto você chega sorrateiramente pelo lado. Os inimigos demonstram que estão em guerra contra você e contra seus companheiros o que traz uma boa sensação de realidade.

Graficamente falando, Mafia 2 é bom mas algumas vezes você vai se deparar com texturas mais simples, falta de reflexo(principalmente nas ruas) e alguns serrilhados. Ponto positivo fica para os objetos que estão mais ao fundo que você sempre consegue enxergá-los ao contrário por exemplo de GTA 4 onde os prédios aparecem quando você já está próximo deles.

A ambientação de Mafia 2 é incrível! Realmente tudo parece ser muito fiel aos anos 40, o moderador Asapreta que nasceu em 1910 pode confirmar depois, mas é só você colocar um paletó e um chapéu que já vai se sentir um verdadeiro mafioso italiano!

Mafia 2 promete ser um ótimo jogo, mostrou algumas falhas na demonstração mas com certeza é compensado pela ambientação e uma história que promete. E você o que achou? Deixe aqui sua opinião! Mafia 2 será lançado dia 24 de agosto de 2010 para PS3, PC e Xbox 360.

Review: Final Fantasy XIII

Depois de quase três meses de espera, a nova obra prima de Square Enix finalmente chega ao ocidente com toda sua beleza e esplendor de quase três anos de seus desenvolvedores.

O jogo foi lançado em Dezembro de 2009 no Japão, e só depois de três meses (em Março de 2010) ele veio para o ocidente. Essa demora ocorreu, devido ao trabalho de tradução e a recolocação do áudio, que partiu do japonês para o inglês. Esse é considerado um dos projetos mais caros do mundo dos games e com cenas cinematográficas que se assemelham a grandes filmes de Hollywood.

Enredo

Um dos pontos fortes do jogo é o enredo. Esse é um dos enredos mais bem bolados pela equipe da Square, podendo chegar a bater de frente com o de Final Fantasy VII e The Lengend of Zelda: Ocarina of Time – outros jogos que a Famitsu deu nota 40/40.

O enredo se passa em um planeta chamado Pulse, criado pela divindade Fal’cies. Esse mundo possui um reino flutuante chamada Coccon que é habitado por humanos. No reino de Coccon, o governo considera qualquer coisa relacionado a Pulse ou Fal’cies uma grande ameaça, e sempre elimina tudo referente a isso. Esses deuses chamados Fal’cies podem transformar qualquer humano em I’cies (uma espécie de escravo), que é obrigado a cumprir uma missão (Focus). Quando esse Focus é completado o I’cie se transforma em um cristal, caso falhe, o mesmo é tranformado em um monstro.

A história começa quando o governo de Cocoon (Sanctum) desconfia de uma invasão I’cie, então ela ordena que os moradores de uma determinada área sejam exilados, mas nem todos estão querendo deixar suas antigas vidas. Lightning, Snow, Vanille, Hope e Sazh estão entre os que formaram uma resistência para impedir que o governo exile as pessoas injustamente. Após um encontro com um Fal’cie, esses personagens acabam se tornando I’cies e são obrigados a transformarem-se em fugitivos; e como diz a lenda, caso eles não cumpram seu Focus, serão transformados em monstros. O pior de tudo, é que nenhum deles sabe exatamente qual é seu Focus.

Sem duvida nenhuma, ninguém discorda que um dos pontos mais fortes desse jogo são os gráficos. Com cenários extremamente detalhados e personagens mais ainda, a Square conseguiu fazer um dos jogos com melhor qualidade gráfica dessa geração até o presente momento. Podemos dizer que seu potencial gráfico se assemelha muito ao de Uncharted 2 ou God of War 3 (se não for igual ou melhor). Conforme você vai avançando no jogo, as paisagens te convidam a “admirá-la”. Mesmo que grande parte do jogo seja bastante linear, você não vai conseguir passar por algumas área sem parar pelo menos 1 ou 2 minutos, para se deslumbrar pela beleza do cenário e os personagens várias e várias vezes. O jogo possui uma queda de frame sim, mas nada que atrapalhe e isso ocorre somente quando você esta bem avançado no jogo em algumas áreas abertas.

Com uma trilha sonora muito bem composta, ela faz jus ao cenário. Como sempre, a Square continua a fazer belíssimas músicas que envolvem o jogador ainda mais com a história e o cenário.

Cadê o áudio original?

Uma das coisas que deixam os fãs ocidentais da franquia mais chatead so (e alguns até irritados), é o fato da Square ter retirado o áudio original (japonês) da versão final do jogo.

Isso mesmo, nas versões européia, americana e as mais novas da região da asiática (excluindo Japão), só é possível obter o jogo totalmente em inglês. Mas mesmo assim, isso não chega a ser um problema, porque o trabalho dos dubladores americanos ficou realmente fantástico, não deixando de desejar em ponto algum.

A música muda também?

Sim, o mesmo que acontece referente ao áudio, acontece com algumas músicas. Na versão oriental é uma, na ocidental outra. Mesmo com essa mudança, isso não influencia em nada. Em alguns pontos, a música americana ficou melhor que a original. Lembrem que apenas algumas músicas cantadas são trocadas, o resto da trilha sonora é a mesma.

Diferentemente dos outro jogos da série Final Fantasy, nesse os personagens não possuem níveis de evolução, apenas atributos que podem ser melhorados através de Crystal points que são obtidos ao derrotar um inimigo. Mais uma coisa que diferencia FFXIII dos outros games da série, é que você controla apenas um personagem, os outros usam ataques pré definidos pelos “Paradigmas”. As técnicas e habilidades podem ser adquiridas no mesmo menu no qual você faz o UPGRADE de seus atributos.

Arma evolui?

Em Final Fantasy XIII, quem possui um sistema de levels são as armas dos personagens. Você consegue fazer o UPGRADES delas através de itens que são conseguidos pelo SHOP ou por inimigos derrotados. Um coisa muito interessante é que você pode desfazer os UPGRADES feitos em qualquer item, fazendo assim, com que você recupere o que foi usado. Além de poder “desmontar” o item bruto, para que você consiga outros.

Como eu ataco?

Na tela de jogo existe uma barra azul chamada ATB. Ela é um sistema de tempo, que determina o tempo para um ataque ser efetuado. Ela possui algumas divisões que variam de 2 até 6, dependendo de sua evolução de jogo. Cada ataque possui um custo de ATB diferente, por exemplo, um ataque físico normal, consome um slot, enquanto um FIRA consome dois.

TP?

Existe também uma outra Barra, chamada de TP, ela possui 5 slots. Ela funciona semelhante a ATB. Porem, ela é preenchida conforme seus personagens vão atacando. Ela é usada para usar habilidades especificas (e mais poderosas, indo de golpes físicos até invocações). Assim como os golpes usados pela ATB, as habilidades que usam TP, possuem um custo de slots mínimos para ser efetuado.

Por quê o inimigo esta brilhando? E por quê meus golpes estão machucando mais?

Existe uma terceira barra, que se refere ao inimigo. Uma barra laranja chamada “Break”. Conforme você vai atacando o inimigo, essa barra vai sendo preenchida. Quando ela estiver completa, o inimigo entra em um modo chamado BREAK. Nesse modo, seus ataques podem ser duplicados, causando mais danos e mais pontos que podem ser conseguidos ao final da batalha. Caso você pare de atacar, essa barra vai diminuindo, até voltar ao seu estado inicial, ou seja, vazia.

Apesar do jogo ser bastante linear em suas primeiras 20 horas, o jogador consegue se envolver com o enredo que é muito bem escrito. Durante a jogatina, é apresentado diversos flash que mostram o que aconteceu antes que o grupo se reunisse, isso acaba instigando o jogador a avançar e ver o que vai acontecer. Uma das coisas mais emocionantes do jogo, é sobre um personagem chamado Hope, que após algumas horas de jogo, é possível notar uma evolução brutal em suas atitudes e personalidade.

Apesar de não ser um RPG convencional, todos aqueles que gostam do gênero ou curtam uma boa história devem jogá-lo, pois vale muito a pena. O fato de não ser um RPG normal, ajuda àqueles que não têm afinidade com o gênero a entender o sistema de jogo rapidamente; além do mais, existe uma opção que permite que o sistema escolha o golpe mais apropriado para o momento e faz com que o personagem aplique-o sem muita interação com o jogador.

Final Fantasy XIII é uma obra prima criado pela Square, que mostra todo seu poder no gênero de RPGs. Com cenários e personagens muito bem feitos, sistema de jogo inovador e uma trilha sonora arrasadora, provavelmente vai demorar para aparecer outro jogo do gênero que consiga batê-lo.

Esse é o típico jogo que você compra, joga e guarda para sempre, assim como God of War 3, Uncharted 1 e 2, entre outros. Volto a repetir, vale muito a pena jogar, tanto faz se você é ou não conhecedor da franquia, esse é um excelente jogo.

Review: Pes 10

Gostei muito dos gráficos, as faces dos jogadores estão bem fiéis e há relevos nos rostos, dando impressão de rostos reais com detalhes bem aparentes. O gramado está melhor do que no PES2009, não dando a impressão de um tapete ou campo de futebol de botão. Os menus tem uma apresentação agradável e fluem bem e tempo de loading também é bem baixo. Destaque negativo fica pra falta de uma “arena”, igual ao do fifa, para vc ficar brincando enquanto o jogo carrega.

Sobre o Som, sei que o demo está sem narração, mas vou te contar hein? A torcida e o som da bola estão muito ruins, como sempre foram. A bola parece que é de ferro e a torcida não canta igual a torcida real, com aqueles gritos de guerra e tudo mais. Enfim, não falarei mais por causa da falta de narração no demo.

Jogabilidade, o grande ponto a ser discutido. Depois de uma versão ridícula em 2009, PES2010 é…é…é………é uma versão 2009 com a velocidade reduzida. Olha, sinceramente não vi nenhuma evolução na jogabilidade. Não há a sensação da bola ser livre, com física própria, nem mesmo as disputadas no jogo de corpo, disputa de bola aérea, controle em 360, nada….O jogo parece robótico, com toques de pé em pé, sem aquela sensação que no meio do caminho a bola pode tomar um rumo diferente, ser interceptada, o jogo tem aquela sensação de ser travado. Por exemplo: Quando você está correndo com um jogador, o marcador chega pra dar combate e

fica aquele “jogo de corpo” igualzinho de todos os PES. O jogador maior sempre ganhará do jogador menor… Enfim, acho que a Konami aposta demais nessa engine deles, que ela é perfeita e que não precisa de nenhuma alteração. Sinceramente? Vou de Fifa10, obrigado. A própria IA dos jogadores continua fraquinha, deixando jogadores livres dentro da area, fazer gol naquele esqueminha Winning Eleven ( jogada de fundo, toque pro meio e gol) continua igual…Enfim, pararei por aqui pq não há palavras que expliquem aquilo lá…

Resumindo, Pra quem sempre foi fã de Winning Eleven, desde o tempo do PS1, imagine que de lá pra cá pouca coisa evoluiu. De fato ainda não temos todas as licenças, não podemos dar dribles usando o analógico, os jogadores continuam correndo e se movimentando da mesma forma, etc… Enfim, não falarei muito do Fifa, mas leia tudo isso que escrevi e inverta. A EA do primeiro fifa, para a o 2010 fez milhões de modificações pro jogo ficar cada vez melhor. Já a Konami…